[ MOACYR MARQUES DA SILVA - BIJOU ]
 
Nascido em Setembro de 1927, natural do Estado do Rio de Janeiro.


Os primeiros contatos e a admiração pela música, surgiram da observação das apresentações do Tio flautista Domingos Cardoso, este indicou o Professor e Maestro Melchiades Cunha para as primeiras aulas de solfejo e teoria, até que o professor sugeriu o clarinete, para o estudo de instrumento.

Em meados de 1939, participa pela primeira vez de uma apresentação, na Orquestra do Centro Espírita Caminheiros da Verdade, da rua Piauí em Todos os Santos, que era regida pelo Maestro Melchiades Cunha.

Além do professor Melchiades Cunha, estudou também com Koellereuter e Moacir Santos. E foi aluno do Conservatório Brasileiro de Música na classe dos professores: Guerra Vicente, Maria Zarifa e Carlos de Almeida.

Em 1953 integrou a orquestra organizada por Ary Barroso, que excursionou pelo México.

Foi membro das Orquestras da Rádio Nacional, da Rádio Clube do Brasil, Rádio Jornal do Brasil, da Gravadora Odeon e da Gravadora Copacabana.

O gingle que marcou a época áurea da Rádio Mundial do Rio de Janeiro, era um solo de clarone do Bijou.

Foi componente e se aposentou pela Orquestra Sinfônica Nacional do Ministério da Educação, lotada na Universidade Federal Fluminense.

Integrante e fundador da Orquestra da Rede Globo de Televisão, durante os seus 23 anos de existência.

Como integrante da Orquestra da Rede Globo de TV se apresentou em todos os “ Festivais Internacionais da Canção Popular ( FIC ), produzidos pela emissora nos anos 60/70, onde teve a oportunidade de ser o solista da música “ Pantera Cor de Rosa ” regida e composta pelo próprio Henry Mancini.

Diretor de Orquestra, gravou com seu conjunto ( Música de Moacyr Marques ) os seguintes LP: Samba 40 Graus, No Balanço do Samba, Samba Geléia, Novo Sabor, Jazz e Bossa Nova.

Foi integrante de conjuntos de Guio de Moraes, Severino Filho, Copinha, Zaccarias, dentre outros.

Em meados de 1966, com a Orquestra do Maestro Copinha, se apresentou no baile beneficente da Cruz Vermelha Internacional, oferecido pelo Príncipe de Mônaco em seu palácio.

Trabalhou sob a regência dos maestros: Radamés Gnatalli, Leo Peracchi, Alceu Bocchino, Mario Tavares, Lyrio Panicalli, Henry Mancini, Don Costa, Nelson Ridlle, Ray Coniff, Eleazar de Carvalho, dentre outros.

Acompanhou em espetáculos ou tocou em gravações de artistas nacionais ou estrangeiros, para citar alguns :

- Nacionais : Chico Buarque, Roberto Carlos, João Nogueira, Simone, Ney Matogrosso, Guilherme Arantes, Bibi Ferreira, Elizeth Cardoso, Zeca Pagodinho, dentre outros...

- Estrangeiros : Charles Aznavour, Samy Davis Jr., Andy William, Roy Hamilton, Johnny Mathis, Sarah Voughan, Liza Minelli, Billy Eckstaine, Shirley Bessey, Françoise Hardy, Paul Anca, Andy Williams (No Brasil e em Mônaco), Michel Legrand, dentre outros...

Trabalhou nos seguintes países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela, México, Monte Carlo, França, Itália, Portugal, Chile, Bolívia e Peru.

Dirigiu e integrou o conjunto dos shows de Elizeth Cardoso, nos últimos dez anos de vida da cantora.

Integrou a Orquestra Pixinguinha, trabalho organizado pelo músico Henrique Cazes, que nos anos 80 e 90 lançou pelo selo Kuarup dois CD’s com alguns arranjos originais e inéditos de Pixinguinha.

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